Os Leões de Portugal nasceram em 1984, fruto da vontade de alguns sócios do Sporting Clube de Portugal, tendo como meta principal o auxílio aos sportinguistas mais necessitados, onde se destaca o apoio aos estudos dos "leões" mais jovens, através da atribuição das cada vez mais concorridas Bolsas de Solidariedade e a promoção de acções sociais em benefício dos sócios do Sporting Clube de Portugal e seus familiares.
Sem sede durante 13 anos, os Leões de Portugal foram desenvolvendo as actividades possíveis, com verbas conseguidas através da generosidade dos seus fundadores e de donativos de sócios do Clube que, ao tomarem conhecimento da sua existência e das acções e objectivos a que se propunham, se tornavam associados deste Grupo e, se possível, contribuíam com os seus donativos.
Sempre presentes no apoio aos idosos e aos mais desfavorecidos, os Leões de Portugal não esquecem os sportinguistas nos momentos mais tristes, como sucedeu, por exemplo, com o apoio aos filhos do malogrado Rui Mendes, falecido na final da Taça de Portugal de 1996.
Sabia que ajudar a associação de solidariedade do Sporting não custa nada? Basta doar 0,5 % do imposto que o Estado lhe retém aos Leões de Portugal.
Ao preencher a declaração de IRS deste ano, no campo 9 do anexo H do seu impresso de IRS coloque uma cruz no quadrado à frente de “Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Colectivas de Utilidade Pública” e no campo 901 (à direita) preencha com os dados:
Leões de Portugal
NIPC503930644.
A sua doação é retirada do montante arrecadado pelo Estado, que remeterá posteriormente a verba para os Leões de Portugal. Não precisa de pagar mais nada.
Viva o espírito solidário do Sporting, ajude quem mais precisa.
A minha mãe e o meu pai sempre foram adeptos daquele clube que agora tem o estádio em frente ao Colombo. Na casa dos meus pais nunca se falou muito de futebol. Por isso, quando entrei para a Escola Preparatória (actual 2º ciclo), fiquei um pouco abananada quando me perguntaram pela primeira vez de que clube era. Foi aí que comecei a prestar atenção.
Na minha turma e entre os meus amigos, o Sporting estava em minoria e até dava aflição quando perdiam um jogo. O resto da malta apresentava-se na segunda-feira sedenta de vontade de espezinhar, humilhar, enxovalhar.
Se às vezes a situação se invertia, os poucos sportinguistas perdiam imediatamente o direito a demonstrar a sua alegria. Os matulões encarnados não viam com bons olhos a audácia dos poucos verdes que se atreviam a chegar sorridentes à escola ou, pior ainda, gozar um bocadinho com alguma derrota dos adversários.
Por isso, a pouco e pouco, as coisas foram-se definindo no meu espírito. Nunca poderia apoiar aquela soberba e presunção dos encarnados. Por outro lado, cada vez simpatizava mais com o Sporting e com os sportinguistas.
Quando andava no 6º ano, o Sporting, contra todas as expectativas divulgadas na comunicação social, ganhou um derby (se acham a imprensa tendenciosa, experimentem ser do Sporting). Não sei o resultado, duvido que tenham sido os famosos 7 a 1, mas sei que fiquei tão contente como só costumava ficar no dia dos meus anos. Percebi que me tinha tornado Sportinguista, de corpo e alma. E acreditem, não foi fácil, porque mais ou menos por essa altura o Sporting começava a longa travessia no deserto que haveria de durar 17 anos.
Embora não o tenha feito propositadamente, sei que o meu entusiasmo acabou por contagiar quase toda a minha família. É claro que a entrada do meu cunhado Francisco Manta para o clã foi determinante para o sucesso, e foi verdadeiramente em família que comemorámos os dois campeonatos com que o Sporting quebrou o jejum.
Acompanho os relatos pela rádio, recebo as sms do costume no telemóvel quando o Sporting perde e acho piada ao seu silêncio imóvel quando estamos a vencer. Grito quando há golo e respiro fundo quando a bola entra na nossa baliza.
Há golos inesquecíveis: o ombro de Miguel Garcia ou o ímpeto do Rui Patrício a atravessar o campo no último minuto para marcar e decidir o jogo. Os treinadores Augusto Inácio, Lazslo Bölöni e Paulo Bento. E jogadores: o Jardel sempre a mexer no cordão dos calções ali perto da área e depois, golo! Os guarda-redes Schmeichel e Ricardo, o André Cruz, o Acosta, Beto, Hugo Viana e o Pedro Barbosa. E agora o miúdo, João Moutinho e claro, Liedson. Meia equipa nas pernas, no espírito e na garra daquele Levezinho.
E momentos tristes, que nos fortaleceram: O penalty falhado de Miguel Garcia contra os encarnados, o silêncio da final da Taça UEFA em Alvalade e a desilusão gelada da primeira Taça da Liga no Estádio do Algarve.
Ninguém consegue imaginar a euforia que se vive na minha casa quando o Sporting marca e ganha. E quando perde, a sensação que nos invade de desilusão, de oportunidade desperdiçada...
Sim, eu sei que este ano tem sido trágico nesse aspecto, mas é precisamente nestes momentos, quando a derrota pesa e o desânimo parece não querer levantar âncora, que me apetece dizer a cada pessoa que encontro na rua:
Olá. Sou a Zélia. Mãe, Bibliotecária e Sportinguista.
O Núcleo Sportinguista de Moura completa dezasseis anos no dia 17 de Fevereiro. À minha família sportinguista, muitos parabéns. Na minha lista de boas memórias estão gravadas as horas de trabalho nas tasquinhas e as excursões a Alvalade.
Mas o que está à nossa frente é o futuro, a nova sede, mais petiscos e muitos, muitos gritos de golo.