terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tens razão Zé Diogo




Quando chegou do Brasil e lhe perguntaram se tinha acompanhado o Sporting, o presidente Bettencourt disse: «Infelizmente, estou a par». Já somos dois. Recapitulemos alguns factos.

Na campanha eleitoral recusa-se a debater com o outro candidato. Depois, diz «Paulo Bento forever», ficando refém de um treinador. Já eleito, dispensa Derlei e prefere ir buscar Caicedo.

Como primeiro presidente remunerado do Sporting, diz que vai ganhar menos que o Abel. Uma declaração deselegante para com um jogador do Sporting.

Quando Paulo Bento sai, diz que os sócios ainda vão ter saudades dele, pondo desde logo em xeque o próximo treinador.

Ao mesmo tempo, depois de se ter batido para aumentar o número de sócios, chegando aos 100 mil (uma óptima medida), menospreza um sócio por ser o 90 e tal mil. Menospreza e quer bater.

Depois de não ter força para trazer Villas Boas da Académica, não consegue esconder esse facto e Carvalhal fica desde logo diminuído por se perceber que foi segunda escolha e por não ser apresentado à comunicação social, sendo antes apresentado on-line. O Sporting comunica mais com a CMVM do que com os sócios.

No mercado de Inverno não consegue o regresso de André Santos, porque no contrato de empréstimo o departamento jurídico do Sporting se esqueceu de colocar uma cláusula de resgate. Uma incompetência que devia ser o suficiente para o administrador responsável devolver o prémio. Descobre-se que o direito de preferência sobre Carlão se resume a um acordo verbal entre Pedro Barbosa e alguém do Leiria. Não vale nada, portanto.

Compra João Pereira. Boa contratação. Mas que entra mal no clube ao ser apresentado, não aos sócios e através da comunicação social, mas num jantar de uma claque. Pongolle, esse, custa 6,5 milhões. Não é dito onde estava esse dinheiro no Verão, quando, por exemplo, Nené saiu do Nacional por 5,5.

Sá Pinto anda à bulha com Liedson. Uma das razões para o incidente é a falta de autoridade que Sá Pinto tinha, porque a estrutura não lha conferiu. O incidente é posto imediatamente nos jornais e ainda não se sabe quem é o bufo.

O presidente vai de férias, sem se pronunciar sobre o sucedido.

São publicadas escutas do Apito Dourado. Numa delas, Bettencourt e o Paulinho são injuriados por Pinto da Costa. Ninguém do Sporting diz nada.

O Sporting perde três jogos importantes seguidos. Bettencourt continua de férias.

Antes do jogo com o Benfica, Luís Filipe Vieira (LFV) acusa o presidente do Sporting de faltar à palavra. Não se defende.

A primeira vez que fala nos últimos tempos não é para se referir convenientemente ao caso Sá Pinto e ao bufo, às pesadas derrotas, às referências insultuosas nas escutas ou à acusação de falta de palavra de LFV. Não, é para dizer que Carvalhal depende dos resultados. Exige a este treinador o que nunca exigiu a Bento. Ou o que é que José Eduardo Bettencourt acha que «forever» quer dizer? Volta a desprezar o treinador quando diz que com Bento é que faria uma boa dupla. Portanto, dá este voto de confiança a Carvalhal no dia em que se vai tentar pôr fim a quatro derrotas consecutivas.

Mas não é só isso que JEB diz. Diz também que quer implementar um modelo à Porto, porque o Porto há 30 anos que é o melhor. JEB esquece que o modelo do Porto, escarrapachado nas escutas, assenta em fruta e cafezinhos e que muito tem lesado o Sporting. É que no Porto, em altura de crise, não é o presidente que mandam para o Brasil. É o árbitro.

Percebe-se porque é que o presidente ganha menos do que o Abel: é que o Abel tem de ficar cá a assistir ao descalabro, não se pode pisgar para o Brasil. De onde, se é para dizer estas coisas, JEB mais valia não ter voltado.

Oque é que será preciso acontecer mais para ficarmos todos a par? «Em que é que João Pereira estava a pensar?» É o que muita gente se pergunta. Eu sei a resposta. Estava a pensar no Benfica–Nacional, também para a Taça da Liga, também apitado por Olegário Benquerença, em que uma agressão de Luisão foi punida apenas com um amarelo. O João Pereira achou que as regras são iguais para todos. Achou mal.

Mas justificar a derrota com a arbitragem é tapar o sol com a peneira. Perdemos porque o Benfica foi melhor. Aliás, o erro de arbitragem mais grave não foi o fora-de-jogo mal assinalado, em que o Sporting, no momento em que podia equilibrar a partida, foi cirurgicamente impedido de o fazer. (Até parecia um jogo do Porto, daqueles em que ganha 3-0, mas enquanto está 0-0 há um go-lo mal anulado ao adversário). Não, o maior erro de arbitragem nem foi do árbitro. Foi nosso. Se o Javi García tinha um amarelo, era pôr o Matías perto dele, tentando arrancar o segundo. Nem isso soubemos fazer.

Aliás, Javi nem devia ter jogado, devia estar suspenso pela agressão no Benfica–Guimarães. Esse caso é um bom exemplo para explicar o benfiquismo, principalmente nesta época. E não é pelo argumento «o árbitro viu, mas quis beneficiar-nos», uma admissão descarada do Benfica, usada para anular o sumaríssimo.

Antes disso, no Dia Seguinte, Sílvio Cervan desvalorizou a agressão, dizendo que, na altura, ninguém do Vitória se tinha queixado. Já há três semanas, no Trio de Ataque, um dos argumentos para António-Pedro Vasconcelos dizer que Falcao marcou com a mão foi o facto de um jogador do Paços de Ferreira refilar, a apontar para a mão. Porque para os benfiquistas, quem refila mais, tem mais razão.

O que não é verdade. Basta ver que, em matéria de mãos na bola, na época passada, apesar de o Di María ter refilado muito a pedir mão, não foi por isso que cresceram dedos no peito do Pedro Silva. Mas é um facto que, sendo em maior número, os benfiquistas fazem mais barulho a refilar. Se uma árvore cair numa floresta, sem ninguém ao pé, fará barulho? É indiferente: se as outras árvores forem benfiquistas, o barulho delas abafa o som da queda.

Se Marc Zoro fosse jogador emprestado pelo Porto ao Setúbal e, durante um jogo entre as duas equipas, no último minuto fizesse um penalty daquela maneira, o barulho dos benfiquistas ia ser ensurdecedor. Até já estou a ver a manchete: Zoro sob azul! Como foi com o Benfica, houve silêncio.

O pior é que há quem, estando em posição de decidir, se deixa influenciar e acha que, por haver mais ruído benfiquista, beneficia o Benfica. O barulho é um grande complemento às simulações do Aimar, Saviola e Di María. Com barulho, a agressão do Luisão é menos grave que a do João Pereira.

Para os benfiquistas, quem aponta estas evidências é um anti-benfiquista e, queixam-se eles, o País está pejado de anti-benfiquistas. O que acaba por ser caricato. Depois de dizerem que são 15 milhões. De dizerem que o Benfica é Portugal. Depois de avisarem que vão negociar sozinhos as transmissões dos seus jogos, pois têm mais peso negocial, devido à maioria de espectadores que gostam de ver o Benfica. Depois de dizerem que é normal que a Sagres lhes pague mais, pois têm mais consumidores simpatizantes. Depois de dizerem que é óbvio que compensa ao Estoril fazer um jogo decisivo no Algarve, pois os benfiquistas enchem o estádio, aumentando a receita. Depois disto e quando se sabe que a maioria da imprensa desportiva é benfiquista e que uma cobertura favorável ao Benfica vende jornais e dá audiências, ainda se queixam que estão todos contra o Benfica. Todos? Todos, quem?

por Zé Diogo Quintela

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Parabéns Atlético





ontem foi dia de festa para o Moura Atlético Clube,porque comemorou mais um aniversário. Nem mais nem menos que 68. Um dos baluartes da cidade e do concelho, o velhinho MAC está vivo como nunca. No que ao futebol sénior diz respeito as coisas não estão lá muito bem mas... o clube é muito mais que isso. As dezenas de jovens que por lá pululam são o garante de que o futuro estará assegurado.
O Núcleo Sportinguista de Moura, na qualidade de sócio do clube, endereça os parabens ao "Atlético".
Aproveitamos a data para publicar um belo texto que saiu da pena do grande amigo do clube, o ex-presidente da FPF, Dr. Silva Resende

O MEU BRINDE

Pelos finais do século passado, um velho amigo do futebol estrangeiro teve a amabilidade de me saudar com este recado postal: “ o século que aí vem ajustará contas com este nosso que se avizinha do fim”.
Respondi-lhe que só com os instrumentos do passado se podem abrir as portas do futuro. Todo o tempo histórico é tributário do que o antecedeu e projectista do que lhe sucede. Em termos de parábola, um místico francês deixou escrito que a geração dos vivos bebia o vinho que os antepassados tinham produzido enquanto arroteavam as vinhas que os pósteros iriam vindimar.
Esta lei da continuidade, no entanto, respeita em cada época a originalidade criadora e a marca dos homens e dos acontecimentos. Na surpresa do heliocentrismo, Galileu não teria sido Galileu sem Copérnico e Copérnico não o teria sido sem o grego Aristarco de Samos, 500 anos antes de Cristo. Do mesmo modo, Thomas Arnold, redescobridor do fenómeno desportivo, não teria vingado sem o prodigioso aceno da Grécia Antiga, e sem esse pioneiro moderno não veríamos nós hoje, na primeira década do século XXI, um grave sinal no céu dos atletas.

O “Moura Atlético Clube” perfaz este ano sessenta e oito de idade. Se eu tivesse de escolher no vasto mundo das instituições desportivas um exemplo desse legado do século passado, dessa aspiração à síntese da terra e das gentes, dessa admirável teimosia sobre os tumultos da febre humana, dessa bem entrajada modéstia do seu ecletismo, desse segredo da união dos habitantes, ainda hoje a sua matriz inspiradora, não encontraria um grande campo de escolha, mas teria uma referência válida e simpática: o Moura Atlético Clube. O traço distintivo aqui não é o dos números ou das dimensões materiais. Temos de ir buscá-lo à fidelidade ideal, à coesão dos símbolos, ao culto do equilíbrio, no fundo, à vitalidade que o renova e à consciência da sua missão histórica numa terra povoada de lendas em que a sua lenda mais narrada, os seus heróis mais conhecidos e a sua promessa mais fagueira é no estádio que se recolhe e se revigora.
À semelhança de D. João II, que se regia “polla ley e polla grey”, este clube da vitoriosa interioridade lusitana, poderá inscrever como divisa: por Moura, pela sua gente, pelo seu desporto.

É este o meu brinde.

Antero Silva Resende (Ex Presidente da FPF e membro da UEFA)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Natal é esperança






Não existem dúvidas, para além de uma equipa de futsal que disputa o campeonato distrital, somos acima de tudo um grande grupo de amigos. Após o jogo em casa, diante do líder, Instituto Politécnico de Beja, onde finalmente conseguimos a primeira vitória a equipa reuniu-se na sede do núcleo para o jantar de natal(já estava marcado). A festa foi bonita, o grupo demonstrou a sua união e os novos demonstraram que já estão perfeitamente integrados. A vitória, minutos antes, deu mais alegria e motivou para a nova fase da època. Os azares nem sempre batem à porta e o futuro dará outro brilho e levará a equipa ao lugar que merece. O azar nem sempre estará atrás de nós e o trabalho efectuado, vai de certeza, dar frutos. O tempo é de festa mas a equipa continua a treinar afincadamente para que o novo ano seja risonho. Boas festas pessoal.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mourense a brilhar


Que tem uma guitarra a ver com o Núcleo do Sporting? tem e muito! Já há alguns anos que resolvemos fazer, com assinalável exito, umas noites de fado. Nessas noites tem marcado presença, entre muitos outros artistas, a nossa querida amiga Inês Gonçalves. Sempre disse presente quando fizemos a chamada, dando brilho aos espectáculos com a sua extraordinária voz. Agora tivemos a grata noticia de que, após vencer a grande noite do fado do Algarve, na cidade de Faro, acaba de conseguir mais uma retumbante vitória, desta vez na cidade de Portimão. Parabéns Inês, o Núcleo Sportinguista de Moura volta a estar contigo neste brilhante momento de uma carreira que, de certeza irá ter muitos momentos altos que irão orgulhar Moura.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Barrancos 6 - Núcleo 4



Primeiro jogo do campeonato, primeira derrota. Num bom jogo de futsal começámos da melhor forma pois a meio do primeiro tempo venciamos por 2-0 e controlávamos a partida mas, em futsal tudo muda num curto espaço de tempo e num ápice os barranquenhos empataram a partida. Os homens da casa empertigaram-se e colocaram-se pela primeira em vantagem para o núcleo voltar a empatar a partida. Os raianos chegaram aos 5-3 para voltarmos de seguida a marcar e deixar o placar com a diferença minima. A partir daí o Núcleo carregou sobre o adversário, criou várias oportunidades para empatar mas, umas vezes por azar e outras por mérito do guarda redes contrário, a bola teimava em não entrar para, já quase sobre o apito final os donos da casa, em mais uma descida à nossa baliza fixarem o placard em 6-4. Um jogo emocionante e que veio mostrar que esta época será muito dificil com grande equilibrio entre todas as equipas.
Quanto aos restante jogos da jornada terminaram com os seguintes resultados:

Vasco da Gama da Vidigueira 7 - Instituto Politécnico de Beja 7
Soc. Almodovarense 3 - GD Alcoforado 2
Descansou o Mineiro Aljustrelense

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PARABÉNS PORTUGAL


Parabéns a todos. Portugal finalmente está no Mundial 2010. Foi dificil mas acabou por saber bem. É sempre a mesma coisa, não ganhamos quando é natural ganhar e depois acabamos a fazer contas e mais contas. Bem, o que vale é que após roermos as unhas lá estaremos (eles, que nós ficamos cá a ver e beber uns copos enquanto sofremos). Parabéns a todos os jogadores e muito especialmente aos nossos Sportinguistas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Barrancos Futsal - Núcleo Sportinguista


Finalmente o campeonato Distrital de Futsal vai começar no próximo fim de semana. O Núcleo inicia o campeonato no, sempre dificil,Pavilhão Paulo Guerra, em Barrancos. A equipa está ansiosa pelo jogo. Quanto a baixas são duas e por lesão,são eles o Nuno Lages e o Carlos Patinhas. O jogo terá inicio no próximo sábado pelas 18 horas. Lá estaremos com o moral em alta, após a qualificação para a meia-final da taça, para tentar trazer os três pontos.